Como me tornei fotógrafo freelancer

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Tempo vem, tempo vai, e eu revejo essa fotografia em algum material de divulgação turística sobre Blumenau e o Vale do Itajaí. É uma imagem bem fácil de fazer: sua força se apoia na beleza cenográfica desse pedacinho da nossa cidade, e basta achar o lugar certo e conseguir acessá-lo no dia certo - e durante a manhã, que é quando o sol banha aquele lado da Torre da Catedral São Paulo Apóstolo. Não esquecer de ajustar o diafragma para colocar tudo em foco, enquadrar e pronto. Simples assim.

A fotografia é minha. Foi feita no dia 31 de março de 2009. 

ISO 200, 1/60, f/22, 36mm (cropada).

E ela sempre me faz sorrir.

É que ela faz parte (ou melhor, é a capa) do primeiro trabalho que realizei como fotógrafo profissional: um livro fotográfico sobre Blumenau, produzido pela excelente editora Letras Brasileiras, de Floripa. Até hoje ele ainda é oferecido como souvenir por entidades que o patrocinaram, e é fácil achar ele em salas de espera cidade afora. Sempre me orgulha reencontrá-lo.

Na época, eu havia acabado de voltar de uma temporada de dez meses na Austrália, onde trabalhei como garçom em bares, restaurantes e estádios. De lá, trouxe uma Canon 450D e um trio de lentes básicas. Uma DSLR, sonho antigo! 

Em Blumenau, arranjei emprego como professor de Inglês, em meio período, o que magicamente permitiu que eu aceitasse o frila oferecido pela Chuchi - ela havia conhecido meu estilo graças às fotografias que vinha postando do outro lado do mundo pelo Orkut e também no então recém-chegado Facebook.

Passei alguns meses investigando cada ângulo das pontes, das construções, dos morros e florestas da cidade. Fotografando simpáticos grupos folclóricos e delícias da culinária local. Pegava emprestado o carro dos meus pais e passava o dia circulando, em busca da luz perfeita para cada foto do livro.

Foi um período lindo, em que descobri que aquela grande paixão viraria uma profissão. E, desde então, cada vez mais, escrever com luzes virou parte da minha rotina profissional, junto com o escrever com palavras, ofício que venho exercendo há mais que o dobro de tempo. 

E há tanto que aprender, me sinto um amador quase toda semana, mas aos poucos aprendi a observar o pânico se instalando dentro de mim como um gancho criativo, afinal, a foto precisa ser feita e precisa ficar boa. E a gente sempre procura estudar, aprender com os erros e com os grandes mestres. Não tem outra solução!

Bom, encerro esse post em tom de memórias com uma pequena seleção de algumas fotos que compõem o livro que me serviu de convite para ser, hoje, jornalista e também fotógrafo!

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Primeira gravidez

Hoje é um dia muito perfeito para começar a colocar em um blog (este, exatamente!) um pouco do meu cotidiano como fotógrafo e jornalista, um projeto antigo que era sempre adiado justamente para cumprir prazos e não deixar escapar oportunidade…

Logo hoje, 13 de agosto de 2014, nasceu a Valentina, filha da Elisabele e do Herbster, o primeiro ensaio de “casal grávido” que eu tive oportunidade de fotografar na vida.

Fiquei muito contente quando esses simpático casal de mineiros recém chegados a Blumenau avaliou meu portfólio e topou ser minha cobaia.

Descobri, finalmente, que fotografar famílias felizes, curtindo um momento muito especial, é uma das maiores delícias do nosso trabalho - ao lado de jogos de futebol, gastronomia, fotoreportagens e outras coisas viciantes. Era algo que eu estava sempre deixando pra depois, justamente esperando  alguém que topasse ser o primeiro.

Foi um ensaio especial, realizado em uma linda tarde de inverno no Centro Cultural Vila Itoupava, um lugar perfeito para clicar.

Bom, curtam as fotos e contem-me o que acharam! ;-)